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Câncer de testículo: sintomas, diagnóstico e tratamento cirúrgico

O câncer de testículo é uma condição que, embora muitas vezes cause receio ou constrangimento, precisa ser discutida com naturalidade e atenção. 

Trata-se de uma doença que pode se manifestar de forma silenciosa, mas que, quando identificada precocemente, tem grandes chances de cura. 

Entender os sinais de alerta, saber como é feito o diagnóstico e conhecer as opções de tratamento cirúrgico disponíveis são atitudes essenciais para preservar a saúde e o bem-estar masculino. 

Afinal, cuidar-se é um gesto de responsabilidade e o primeiro passo é estar bem informado!

O que é o câncer de testículo?

O câncer de testículo é um tipo de tumor maligno que se desenvolve nas células dos testículos, órgãos responsáveis pela produção de espermatozoides e testosterona. 

Embora seja considerado um câncer raro, representando cerca de 5% de todos os tumores em homens, ele merece atenção especial.

Isso porque, afeta principalmente homens jovens, entre 15 e 35 anos, uma faixa etária em que o diagnóstico precoce é muitas vezes negligenciado. 

Apesar de seu potencial de crescimento rápido, o câncer de testículo tem altas taxas de cura, especialmente quando diagnosticado precocemente. 

Quais são os fatores de risco associados ao desenvolvimento dessa doença?

Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento do câncer de testículo incluem:

  • Criptorquidia (testículo não descido): é o fator de risco mais importante. Homens cujo testículo não desceu para o escroto durante o desenvolvimento têm maior probabilidade de desenvolver o tumor, mesmo após correção cirúrgica;
  • Histórico pessoal de câncer de testículo: quem já teve a doença em um dos testículos tem risco aumentado de desenvolver no outro;
  • Histórico familiar: casos da doença em parentes de primeiro grau (pai, irmão) aumentam a chance de ocorrência;
  • Síndromes genéticas: alterações cromossômicas, como a síndrome de Klinefelter, podem elevar o risco;
  • Idade: é mais comum entre homens jovens, principalmente entre 15 e 35 anos;
  • Etnia: a incidência é maior em homens brancos em comparação com outras etnias;
  • Infertilidade masculina e anormalidades testiculares: podem estar associadas a um risco aumentado em alguns casos.

Quais são os principais sintomas do câncer de testículo?

Os principais sintomas do câncer de testículo incluem:

  • Nódulo ou aumento no testículo: geralmente indolor, é o sintoma mais comum e pode ser percebido pelo próprio paciente durante o autoexame;
  • Sensação de peso ou desconforto no escroto: o testículo pode parecer mais “cheio” ou mais pesado do que o normal;
  • Dor leve ou aguda no testículo ou abdômen inferior: embora nem sempre ocorra, pode indicar inflamação ou crescimento tumoral;
  • Aumento ou sensibilidade das mamas (ginecomastia): em alguns casos, os tumores produzem hormônios que causam alterações mamárias;
  • Acúmulo de líquido no escroto (hidrocele secundária): pode ocorrer devido à inflamação ou obstrução causada pelo tumor;
  • Dor nas costas, abdômen ou tórax: quando o câncer se espalha para linfonodos ou outros órgãos, esses sintomas podem surgir;
  • Sensação de massa abdominal: pode indicar metástase retroperitoneal em estágios mais avançados.

Como realizamos o diagnóstico?

Geralmente, o processo de diagnóstico começa com o exame físico.

Avaliamos o tamanho, a consistência e a presença de nódulos ou irregularidades no testículo. 

Quando há suspeita de tumor, o exame de imagem mais utilizado é o ultrassom testicular, capaz de diferenciar massas sólidas (com maior chance de malignidade) de lesões benignas, como cistos. 

Além disso, solicitamos exames de sangue para dosar marcadores tumorais, como alfafetoproteína (AFP), gonadotrofina coriônica beta (β-hCG) e desidrogenase lática (LDH), que ajudam a confirmar o diagnóstico e avaliar a extensão da doença. 

Também podemos pedir exames de imagem adicionais, como tomografia computadorizada do abdômen, tórax e pelve, para verificar se houve disseminação da doença. 

Em casos confirmados ou com alta suspeita, indicamos a orquiectomia radical, cirurgia que remove o testículo afetado e permite o exame histopatológico, considerado o método definitivo para confirmar o tipo de tumor. 

Quais são as principais opções de tratamento para o câncer de testículo? 

O primeiro passo do tratamento é sempre a orquiectomia radical, cirurgia que realizamos por via inguinal para remover o testículo afetado e confirmar o diagnóstico por meio da análise histopatológica. 

A cirurgia robótica pode ser utilizada, principalmente em casos que exigem a remoção de linfonodos retroperitoneais, procedimento conhecido como linfadenectomia retroperitoneal robótica. 

Essa técnica é uma alternativa moderna e menos invasiva em relação à cirurgia aberta tradicional. 

Com o auxílio do robô cirúrgico, realizamos movimentos extremamente precisos, o que permite maior preservação das estruturas nervosas e vasculares, reduzindo o risco de complicações, como a disfunção ejaculatória. 

Além disso, a cirurgia robótica proporciona menor perda de sangue, menos dor no pós-operatório e recuperação mais rápida, permitindo que o paciente retome suas atividades em menos tempo. 

Trata-se de uma abordagem segura e eficaz, que combina alta tecnologia e cuidado personalizado no tratamento do câncer de testículo.

Após a cirurgia, definimos o tratamento complementar conforme o tipo histológico do tumor. 

O tratamento complementar pode incluir quimiotera.

Entretanto, em estágios iniciais, podemos adotar somente a vigilância ativa, com acompanhamento clínico e exames periódicos. 

Também avaliamos a fertilidade e a função hormonal do paciente antes do início do tratamento e, muitas vezes, indicamos o congelamento de sêmen como medida preventiva. 

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O câncer de testículo causa infertilidade?

O câncer de testículo pode afetar a fertilidade masculina, especialmente quando o diagnóstico e o tratamento envolvem o uso de quimioterapia, radioterapia ou a retirada de um dos testículos (orquiectomia).

Isso ocorre porque o testículo é responsável pela produção de espermatozoides e de testosterona, hormônio essencial para a função reprodutiva. 

No entanto, nem todos os pacientes ficam inférteis após o tratamento, muitos mantêm a função do testículo saudável e continuam produzindo espermatozoides normalmente. 

Por esse motivo, é fundamental conversar com o urologista antes do início do tratamento sobre a possibilidade de preservação da fertilidade, como o congelamento de sêmen.

Com acompanhamento especializado, é possível planejar o tratamento oncológico sem comprometer o desejo de ter filhos no futuro.

Com que frequência os homens devem realizar o autoexame e procurar o urologista?

Os homens devem realizar o autoexame testicular mensalmente, preferencialmente após o banho morno, momento em que a pele do escroto está mais relaxada e facilita a palpação. 

Durante o autoexame, é importante observar se há caroços, endurecimentos, diferenças de tamanho entre os testículos ou qualquer dor e desconforto incomum. 

A recomendação é que o homem procure o urologista anualmente, mesmo sem sintomas, e de forma imediata se notar qualquer alteração. 

A consulta de rotina é fundamental não apenas para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de testículo, mas também para o acompanhamento da saúde sexual, reprodutiva e urinária. 

O diagnóstico em fases iniciais eleva as chances de cura e reduz a necessidade de tratamentos mais agressivos. 

Então, se você ainda não realizou sua avaliação urológica este ano, aproveite para cuidar da sua saúde!

Agende uma consulta com o Dr. Kayann Hayek e garanta um acompanhamento especializado e preventivo.

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